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A guerra contra o narcotráfico ganha força na Amazônia colombiana. Unidades da Infantaria de Marinha atuam pelos rios e regiões de selva onde organizações armadas disputam rotas estratégicas utilizadas para o transporte de drogas, armas e homens.
A ofensiva ocorre justamente nos primeiros dias do governo de Abelardo de la Espriella, que assumiu a Presidência em 7 de agosto prometendo endurecer o combate às estruturas criminosas e às dissidências das antigas FARC.
Na Amazônia, a Colômbia mantém uma força naval especializada para operar em um dos ambientes mais difíceis do país. Fuzileiros navais percorrem grandes corredores fluviais em patrulheiras militares, enquanto batalhões da Infantaria de Marinha realizam operações de controle territorial e repressão às economias ilegais que financiam grupos armados.
A região é estratégica para o narcotráfico. Rios como Putumayo, Caquetá e Amazonas atravessam extensas áreas de selva e alcançam fronteiras com Peru, Brasil e Equador, formando corredores explorados por organizações criminosas para movimentar cocaína e abastecer suas estruturas.
Nos últimos anos, dissidências das FARC e outros grupos armados expandiram sua influência em partes dessa região. A própria Fuerza Naval de la Amazonía mantém operações permanentes para destruir estruturas ligadas à produção de drogas, interceptar carregamentos e recuperar o controle de áreas utilizadas pelo crime organizado.
Agora, a atuação dessas tropas ocorre em meio à nova política de segurança anunciada por De la Espriella. O presidente colocou líderes das principais organizações armadas na mira do Estado e prometeu uma ofensiva para capturar chefes das dissidências das FARC, do ELN e de outras estruturas ligadas ao narcotráfico.
O cenário dos primeiros dias de governo aponta para uma mudança de postura: enquanto fuzileiros mantêm o cerco pelos rios da Amazônia, o novo presidente de direita promete ampliar a pressão militar sobre narcotraficantes e grupos armados que há anos desafiam o controle do Estado colombiano.
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