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Fórum Dissidente (NR)

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20 August 2026
O Sacrifício de Darya Dugina: O Cordão Dourado que une nossa "Cavalaria" Há 2 anos Darya Dugina era assassinada, sua vida sendo tirada pelas chamas em um atentado terrorista organizado pela Ucrânia junto às agências de inteligência do Ocidente. Ela, naquela época, desempenhava um papel importante no jornalismo investigativo russo, se debruçando sobre temas perigosos que envolviam os vínculos entre as elites ocidentais e certos interesses obscuros. Mas, além disso, ela era uma filósofa neoplatônica e uma militante do eurasianismo, do tradicionalismo e do patriotismo russo. Ela não era, precisamente, uma "civil". E seria desonroso tratá-la como se ela não tivesse tido "nada a ver com isso". Ao contrário, ela era uma combatente espiritual e intelectual na guerra que os povos do mundo travam contra as elites globalistas do Ocidente e seus exércitos de zumbis. Ela era, portanto, uma camarada. Alguns difamadores nos questionam do "porquê" de sempre recordarmos e exaltarmos a memória de Darya Dugina. Para eles parece "ridículo" que "brasileiros" fiquem recordando uma "russa" que morreu "do outro lado do mundo". São zumbis e golens cínicos, são homens-animais, e sobre essa gente Yukio Mishima já disse o que se precisava dizer: "O cinismo que considera cômico o culto a heróis é sempre acompanhado por um senso de inferioridade física". Quem está na lama, no pântano, sempre tentará arrastar tudo para o próprio nível. A "camaradagem" não é uma "amizade", porque ela não é um sentimento. Tampouco é uma mera "concordância política" porque ela não é racional. A camaradagem é um vínculo de sincronia espiritual que une, em um cordão dourado, todos que lutam na mesma guerra eterna e planetária das forças da Tradição contra as forças parasitárias da Modernidade. Nesse sentido, ela é o fundamento de uma "Pátria Espiritual" cujos "cidadãos" são como uma "ordem de cavalaria" invisível, travando uma guerra desesperada contra o avanço das hostes subterrâneas. A ética dessa "Pátri
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No tipo de luta que travamos, as mártires são muito mais raras que os mártires. E, por isso mesmo, infinitamente mais preciosas. Elas são tão raras que quase nos fazem crer de que se tratava mais de um anjo ou uma emissária dos Deuses do que de uma pessoa comum. Recordemos aqui do papel da projeção exterior da "donzela interior" nos mitos e ritos da cavalaria medieval, ou as valquírias escandinavas e as fravashis persas, todas elas "espíritos femininos" ligadas às "ordens" de heróis guerreiros. Há, portanto, no sacrifício de Darya Dugina um mistério que se vincula a esses símbolos antigos e que consagra, com seu sangue, essa luta travada internacionalmente contra os inimigos dos povos. Naturalmente, para o professor Aleksandr Dugin, tudo isso é ainda mais profundo e visceral. Porque ela era sua carne e seu sangue também. O sangue dela, que foi derramado, era dele também e foi, também, uma parte dele que morreu com Darya Dugina. E, ainda assim, o que vemos de Dugin nos últimos 2 anos é uma dedicação ainda maior e mais fanática à causa pela qual ele tem lutado e sacrificado há décadas. Nesse sentido, é uma honra compartilhar trincheira com tão nobre homem. Não apenas na Rússia, mas do Brasil ao Japão, da Itália ao Peru, da Argentina à Turquia, da França ao Irã, da Venezuela à China, hoje recordamos Darya Dugina e mantemos viva a sua memória, para que ela siga inspirando e nos dando coragem em nossa luta conservadora-revolucionária global. Darya Dugina, PRESENTE!
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Tudo que eu podia escrever de interessante ou digno sobre a camarada Darya Dugina eu já o fiz nos últimos anos, portanto esse ano apenas acrescentarei uma pequena reflexão. Filósofas são raras. Jovens filósofos também. E não estou aqui falando de "pessoas que cursaram faculdade de Filosofia" e "publicam papers em periódicos com peer review". E sim de pessoas que se relacionam com o mundo com aquele "assombro" originário que caracteriza o filósofo desde os pré-socráticos e se debruçam sobre o mundo com a curiosidade de uma criança (todo filósofo, aliás, porta consigo o frescor da criança, mesmo que já tenha 80 anos de idade. Ele sempre será, interiormente, uma criança.). Darya Dugina era as duas coisas. E à feminilidade e à juventude ela acrescentou uma outra coisa, que marca, também, o filósofo autêntico desde Sócrates (e, posteriormente, Hipátia): uma relação aberta e afirmativa com a morte que se caracteriza no "apostar" a própria vida por suas ideias e encarar a possibilidade do fim com coragem e dignidade. Viver a filosofia do início ao fim, como eterna criança curiosa e como cavaleiro corajoso face à morte não é para todos. Para além disso, intelectualmente, a Darya Dugina era realmente uma pensadora interessante - o que, novamente, é raro especialmente por sua juventude (e, reconheçamos também, as filósofAs interessantes também são raras como a neve no Brasil). O conceito de "otimismo escatológico" me parece bastante original, ainda que sejam visíveis e declaradas as influências (em Cioran, Jünger, Evola, Nietzsche), etc. Trata-se de um ethos específico de afirmação, de vida e de resistência diante da iminência do fim, da própria finitude enquanto tal e do caráter ilusório do mundo. Como parte de uma práxis filosófica me parece um conceito bastante frutífero. Eu também gostaria de destacar as reflexões filosóficas de Darya sobre a "fronteira", no contexto da guerra, da geopolítica, do Estado-nação, do Império, etc. A ideia de "borderland", de "frontier" n
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Passados quatro anos desde a sua apoteose, o sentimento predominante é de que atravessado o período de luto, homenagens e considerações sobre Daria Dugina, agora é o momento em que, silenciados os pensamentos, deixamos sua sabedoria e luz nos guiarem adiante, através da sua memória e de suas palavras. Não é por acaso que nestes anos sua obra tenha sido extensamente compilada e publicada por seu pai, amigos, camaradas e admiradores. Daria Dugina foi uma mulher muito talentosa mesmo em sua breve idade, e é raro encontrarmos exemplos de heroísmo e de sabedoria como ela, se é que os encontramos. Sua coragem e seu otimismo escatológico nos inspiram sempre adiante. O número 4 invoca a plenitude e a força celestial. Como o próprio Raio de Júpiter, Daria segue iluminando nosso caminho por esta densa escuridão metafísica, em direção ao amanhecer.
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Alexander Dugin: Minha Filha – Aletheia "Nossos amigos — os amigos italianos da Dasha, amigos da Rússia, amigos da minha família — decidiram honrar a memória de Daria Dugina neste 20 de agosto de 2026, o aniversário de sua morte trágica, com um festival intelectual — um festival filosófico, musical, criativo." https://novaresistencia.org/2026/08/20/alexander-dugin-minha-filha-aletheia/
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21 August 2026
Convenientemente, considerando o filme recentemente lançado, mas sem ter especificamente planejado o timing (minhas leituras seguem uma ordem específica predeterminada com 1 ano de antecedência), li há algumas semanas a obra "Helena: O Eterno Feminino", do Junito de Souza Brandão, um dos maiores classicistas que o Brasil já teve. A proposta da obra é bem simples, na verdade: entender as várias faces de Helena, tal como ela aparece na era minoica, na era micênica e na era clássica, nisso também buscando entender a maneira pela qual cada era da grecidade interpretou Helena e, através dela ao menos em parte, o "feminino". Aqui vou ter que dizer que o prof. Brandão, não obstante seu brilhantismo, cultiva certas perspectivas anacrônicas em seu juízo sobre o tratamento dado pelos gregos às suas mulheres, mas em alguma medida típicas da classe intelectual brasileira. De qualquer maneira, porém, ele aborda uma espécie de "queda" de Helena, de seu papel como divindade, variação da "Grande Mãe", durante a era minoica, ao status de semideusa e heroína entre micênicos - tal como aparece em Homero - para finalmente um que é mais ambíguo ou mesmo vilanesco, como para pelo menos uma parte dos poetas e tragediógrafos da Grécia clássica. A chave interpretativa, especialmente da passagem da interpretação homérica para a euripídica envolve saber o "porquê" de tantas mortes na Guerra de Tróia. A Guerra de Tróia, ainda em Homero, parece ter acontecido por uma decisão de Zeus, em que Helena aparece como expressão da Nêmesis divina, a punição de Zeus aos homens da era heroica e sua húbris. Já na Grécia clássica, uma certa inocência trágica permanece sendo atribuída a Helena por certos poetas, que a retratam como vítima de Afrodite e, portanto, enfeitiçada contra a própria vontade, eventualmente arrependida. A interpretação de Ésquilo, por exemplo, não "moraliza" excessivamente a questão, mas não deixa de ver em Helena a "destruidora de navios, destruidora de homens, destruidora de cidades
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Não deixem de adquirir uma das obras mais importantes do filósofo peronista argentino Alberto Buela, Hispano-América Contra o Ocidente. A obra empreende o esforço hercúleo, mas necessário, de buscar descobrir o núcleo da identidade da nossa civilização ibero-americana. Garantam a sua cópia mandando e-mail para [email protected]
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Para encerrar a noite, um vídeo que viverá para sempre em nossos corações. Que Daria interceda por nós e Deus abençoe nosso destino, camaradas. Nunca recuar, nunca temer, nunca desistir. Até o fim.
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A Quarta Teoria Política oferece uma estrutura metapolítica geral para fundamentar a crítica da pós-modernidade e a construção de uma práxis de resistência. Mas como ela pode ser aplicada por cada povo? José Alsina Calvés, no excelente O Hispanismo como Quarta Teoria Política, demonstra a aplicabilidade da QTP à Hispanidade, utilizando o método duginiano para analisar a história, o pensamento, a identidade e o destino dos espanhóis. Garantam a sua cópia dessa obra essencial mandando um e-mail para [email protected]
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Um aspecto interessante dos conflitos correntes: Irã, assim como a Rússia, parecem entender e administrar conflitos prolongados de maneira muito mais eficiente que os EUA e Israel são capazes. Não meramente por uma questão logística, mas de natureza estratégica. O tendão da geopolítica ocidental é uma ansiedade existencial, que ecoa sua mortalidade.
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My latest for InfoBRICS | EU on the brink of severe food crisis Weather events and irresponsible policies are driving the region toward a serious supply situation. https://infobrics.org/en/post/102834
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Os limites da generosidade: a França precisa de uma abordagem pragmática para as questões de segurança interna 📝 Faina Savenkova Por que, na era da instabilidade global, é crucial para a Quinta República encontrar um equilíbrio entre as tradições humanitárias e a proteção dos seus próprios interesses. https://novaresistencia.org/2026/08/14/os-limites-da-generosidade-a-franca-precisa-de-uma-abordagem-pragmatica-para-as-questoes-de-seguranca-interna/
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22 August 2026
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https://legiovictrix.substack.com/p/terror-e-revolucao "No mundo, foi iniciado o processo de globalização. O seu caráter é mais político-administrativo do que econômico. E é levado a cabo a um ritmo cada vez mais acelerado, acima das soberanias nacionais, interesses regionais e problemas humanitários. Os acontecimentos de 11 de Setembro e a subsequente reação dos EUA confirmaram a opinião generalizada de que o instrumento da globalização é a guerra mundial. A experiência demonstra-nos que as duas guerras mundiais ocorridas no século XX foram etapas necessárias para a integração política do mundo sob a direção de um reduzido grupo de potências ocidentais. Hoje somos testemunhas de como, sobre a onda da histeria anti-islâmica, ressurgiu a nova Entente (e novamente com a participação da Rússia), cuja missão consiste em concluir a globalização à força e em tempo recorde. Está claro que as classes dirigentes das potências imperialistas, para se consolidarem, apesar das suas diferenças, e em prol do objetivo comum, também precisam de ter uma plataforma ideológica comum. Esta função de ponto comum é desempenhada pelo chamado “terrorismo internacional” – um fenômeno de origem mais do que suspeita. Vemos como explodem residências em bairros populares, como aviões caem sobre os arranha-céus cheios de escritórios, como sobre os inocentes cidadãos espalham o pó contaminado com o antraz, e ondas de pânico percorrem a maré humana, espalhando-se por todo o planeta. Quem o faz e porquê? Que fins propõem esses “terroristas internacionais”? Psicólogos, politólogos contestam em uníssono: o objetivo dos terroristas é semear o medo, mas não nos dizem: medo de quem e para quê? Se os organizadores dos atentados gastam enormes recursos, sacrificam as suas próprias vidas – então este medo tem de ter alguma finalidade? Até agora, as consequências daquelas ações destrutivas foram aproveitadas em benefício dos regimes que reforçaram o controle policial sobre os cidadãos, restringiram as liber
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A Coreia do Norte é um dos países mais incompreendidos do mundo, principalmente por causa da propaganda ocidental contra o país. Visando desfazer equívocos e fornecer uma nova visão sobre a Coreia, lançamos A Ideia Juche, do português João Franco. Garanta o seu exemplar enviando um e-mail para [email protected]
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23 August 2026
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https://x.com/Johngalt1991686/status/2090909113400115366 Há um ponto interessante aqui. Seguidamente — desde uma perspectiva tradicionalista — julgamos a ideia defendida de uma vida simples/pacata uma perversão de qualquer dignidade masculina, muito próxima do ethos britânico e aquela visão de homens gordos e sedentários cujo ideal existencial são longos anos vivendo como burgueses fedendo a charuto, colecionadores de livros e anedotas. Por outro lado, o gesto aqui é semanticamente distinto. Varg viveu uma juventude bastante radical, mesmo que infrutífera e em muitos sentido mal orientada; mas a sua acurada apreensão da vida urbana noruguesa e da decadência hodierna como um todo convidaram a ideia de um outro tipo de simplicidade como rejeição do conforto inautêntico. O mundo do sujeito radical, hoje, não é o mundo heroico. Há pouco que ele possa fazer para realmente atingir esse tipo de pretensão, uma vez que mesmo entre os que buscam seu destino nas guerras vemos exemplos muito mais identificáveis com psicopatia e fugas da realidade. A guerra do homem moderno radical é contra o excesso de informação, barulho e paixões. É uma guerra eminentemente interior. Neste sentido, a simplicidade toma para si uma essência contemplativa e purificadora do distanciamento e preparação.
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https://x.com/Bqmbulu/status/2091113523396989378 Afora o mal gosto de demoninar isso um fun fact, vale uma comparação. Em Ítaca, Odisseu ordenou o enforcamento imediato das servas que conspiraram junto com os pretendentes, um ato que fere as sensibilidades modernas profundamente, mas que representava um justo reordenamento das estruturas sociais. Na França, os bárbaros aliados, tão certos de sua superioridade moral, humilharam e estupraram francesas que se relacionaram com soldados alemães, que antes de serem conspiradores, eram seus conquistadores, tendo demonstrado superioridade militar sobre os homens que deveriam defendê-las e agora as tratavam como lixo. Apenas mais um episódio que reforça meu ódio existencial contra o lixo civilizacional que é esse país.
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